segunda-feira, outubro 12, 2009

Regra Máxima da Convivência Humana


Há uma lei da conduta humana da máxima importância. Se obedecermos a esta lei, quase nunca teremos preocupações. De fato, tal lei, sendo seguida, nos ensejará um número sem conta de amigos e constante felicidade. Mas, assim que a violarmos, teremos logo de enfrentar uma série infinda de transtornos. A lei é a seguinte: Fazer sempre a outra pessoa sentir-se importante.

John Dewey, como já tivemos ocasião de dizer, afirma que o desejo de ser importante é a mais profunda solicitação da natureza humana; e William James assevera que: "0 mais profundo princípio na natureza humana é o desejo de ser apreciado".

Como já tivemos ocasião de frisar, é a solicitação que nos diferencia dos animais, é a solicitação responsável pela própria civilização.

Filósofos têm andado pesquisando sobre as regras das relações humanas por milhares de anos e, de toda essa pesquisa, apenas se desenvolveu um único preceito, o qual não é novo, é velho como a História. Zoroastro o ensinou aos seus adoradores do fogo, na Pérsia, três mil anos atrás. Confúcio pregou-o na China há vinte e quatro séculos. Lao-Tsé, o fundador do Taoísmo, ensinou-o aos seus discípulos no Vale do Han. Buda pregou-o no Ganges Sagrado quinhentos anos antes de Cristo.

Os livros sagrados do Hinduísmo ensinaram-no mil anos antes. Jesus ensinou-o entre as montanhas de pedra da Judéia há dezenove séculos passados. Jesus resumiu-o em um pensamento - provavelmente o mais importante preceito no mundo: "Faça aos outros o que quer que os outros lhe façam".

Você deseja a aprovação de todos aqueles com quem está em contato. Quer o reconhecimento do seu real valor. Quer sentir-se importante no seu pequeno mundo. Não quer ouvir lisonjas insinceras e baratas, mas deseja uma sincera apreciação. Quer que os seus amigos e associados sejam, como disse Charles Schwab, "sinceros nas suas apreciações e pródigos nos seus elogios". Todos nós queremos isto.

Obedeçamos, portanto, à Regra de Ouro e demos aos outros o que queremos que os outros nos dêem. Como? Quando? Onde? A resposta é: todas as vezes, em toda parte.

Texto extraído do livro: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie

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